Chuva é um acorde atmosférico que procura traduzir a sensação olfativa do ar úmido, da água recém-caída e das superfícies molhadas. Ao contrário do Petrichor, que enfatiza sobretudo o encontro da chuva com solo seco, terra e minerais, o acorde Chuva pode ser mais amplo e abstrato: transparente, frio, aquoso, ozônico, mineral ou verde, conforme a direção da composição.
O cheiro percebido em torno de uma chuva resulta de vários fenômenos e não corresponde a uma única molécula. Geosmina pode contribuir quando há solo e matéria orgânica; efeitos ozônicos podem sugerir ar carregado e limpeza atmosférica; notas aquáticas e de orvalho podem criar transparência e umidade. Em perfumaria, esses elementos são reconstruídos de forma artística e não constituem uma fórmula fixa.
A construção pode representar uma garoa limpa e delicada, uma tempestade fria, água sobre concreto, vegetação molhada ou chuva sobre terra. Quanto mais terrosa e mineral a composição, maior a proximidade com Petrichor; quanto mais aérea e transparente, mais o acorde se aproxima do território aquático/ozônico.
No Atlas, Chuva, Petrichor, Aquatic e Marine são entidades relacionadas, porém distintas. Chuva descreve uma cena atmosférica; Petrichor descreve com maior precisão a impressão de solo após chuva; Aquatic trabalha água e transparência de forma mais abstrata; Marine adiciona salinidade e referência oceânica.

