Tobacco, ou acorde de tabaco, representa em perfumaria uma ampla família de impressões inspiradas na folha curada, no fumo não queimado e em suas facetas doces, secas, meladas, amadeiradas, terrosas e por vezes esfumaçadas. Ele não deve ser confundido com fumaça de cigarro nem com uma fórmula única. Extratos de Nicotiana tabacum podem ser usados em perfumaria, mas muitos efeitos de tabaco são reconstruídos por combinação de materiais naturais e sintéticos.
A folha seca apresenta grande complexidade sensorial. Em linguagem perfumística, o acorde pode sugerir feno, frutas secas, cacau, couro, madeira, mel, especiarias, rum e resinas. A The Perfume Society descreve justamente esse espectro multifacetado e observa que o material pode dialogar tanto com flores quanto com patchouli, vetiver, âmbar e almíscares.
A leitura clássica costuma ser quente e seca; versões gourmand ampliam baunilha, mel, fava-tonka ou chocolate; versões de charuto enfatizam madeira, fermentação e licor; e interpretações mais escuras aproximam tabaco de couro, fumaça e resinas. Nenhuma dessas direções é obrigatória para que o acorde seja reconhecível.
No Atlas, Tobacco é um acorde olfativo e a faceta Tabaco é um descritor separado. A declaração do acorde em um perfume não comprova presença de absoluto de tabaco, nicotina, fumaça ou qualquer molécula específica. Dados de catálogo continuam sendo coocorrência observada, não composição técnica.

